terça-feira, 31 de maio de 2011

terça-feira, 24 de maio de 2011

As ilhas onde EUA e Rússia se encontram e o Leste se torna Oeste


As ilhas Diomedes no horizonte.
Dois continentes, dois países.
Duas culturas, dois regimes.
Há um lugar no mundo em que os territórios dos Estados Unidos e da Rússia estão a menos de 4 km de distância, mas qualquer percurso entre eles terá uma diferença de 24 horas...


Localização das ilhas Diomedes, perdidas entre 2 continentes.
Estamos a falar das desconhecidas e isoladas Ilhas Diomedes, no Estreito de Bering, a inóspita porção marítima que separa o Alasca do extremo leste da Ásia, por onde provavelmente os primeiros habitantes da América atravessaram para estas terras.


Na Pequena Diomedes, os seus habitantes vivem na íngreme encosta território norte-americano.
As duas Ilhas, conhecidas como Grande Diomedes e Pequena Diomedes, são separadas por uma faixa de água de apenas 4 km, que fica congelada durante boa parte do ano, permitindo a passagem a pé entre elas.
O curioso é saber que Grande Diomedes é o ponto mais a leste na Rússia e Pequena Diomedes é o ponto mais a oeste dos Estados Unidos.


Guerra Fria, um período para ser esquecido.
Durante o período da Guerra Fria, os nativos que habitavam as ilhas antes da colonização russa ou americana não podiam circular entre as ilhas nem trocar qualquer tipo de informação, na área que ficou conhecida como "Cortina de Gelo".


O povoado de Pequena Diomedes, com apenas 170 habitantes.
Após o final da 2a Guerra, todos os nativos da ilha russa de Grande Diomedes foram transferidos para o continente e o arquipélago manteve um pequeno povoado apenas na ilha norte americana de Pequena Diomedes, que até hoje possui cerca de 170 habitantes, num dos locais mais isolados do planeta.


Detalhe de Pequena Diomedes.
Não parece nada agradável...
O que torna o lugar ainda mais curioso é que exactamente entre as duas ilhas passa a "Linha Internacional de Data", criando um fuso horário de nada menos que 24 horas numa distância que de tão pequena chega a ser visual.



A Linha Internacional de Data passa exactamente entre as ilhas:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Linha_Internacional_de_Data

Em 1987, um evento emblemático levou as pequenas ilhas às manchetes do mundo inteiro.
A nadadora americana Lynne Cox atravessou os pouco mais de 3.700 metros que separam as ilhas irmãs, num gesto de aproximação entre as super potências que se esforçavam por estreitar os laços tanto tempo separados.

Lynne Cox, um gesto caloroso em águas a 4º C
http://en.wikipedia.org/wiki/Lynne_Cox

Hoje, em tempos de paz, há vários projectos para criar monumentos que simbolizariam a paz entre os dois países.
Num recente concurso, um projecto chamado de "Ponte da Memória", ligando as duas ilhas, ficou entre os campeões, no que seria a primeira ligação entre América e Ásia depois de dezenas de milhares de anos.


Projecto para Ponte entre as ilhas, conhecida como "Ponte da Memória"
Detalhe do Projecto.
Uma fantástica obra de engenharia para poucos conhecerem

Humberto Eco, no seu romance "A Ilha do Dia Anterior", explora muito bem as idiossincrasias de viver em Diomede...
Humberto Eco escreveu sobre o tempo:
"Meia-noite de sexta-feira, aqui no navio, é meia-noite de quinta-feira na ilha. Se viajas da América para a Ásia, perdes um dia; se viajas no sentido contrário, ganhas um dia."

Solos europeus perdem anualmente para o betão e asfalto superfície do tamanho de Berlim




Todos os anos, os solos europeus perdem para o betão e asfalto uma superfície correspondendo ao tamanho da cidade de Berlim, uma tendência que a Comissão Europeia considera “insustentável”.

A expansão das cidades e das estradas – que impermeabiliza os solos - “compromete o legado de solos férteis e de aquíferos subterrâneos a deixar às gerações vindouras”, alerta hoje a Comissão Europeia em comunicado. De 1990 a 2000 perderam-se por dia na União Europeia 275 hectares de solos, o que representa mil quilómetros quadrados por ano. Metade desses solos está definitivamente impermeabilizada por edifícios, estradas e parques de estacionamento.

Esta tendência baixou para 252 hectares por dia nos últimos anos, segundo um relatório da Comissão apresentado hoje. Ainda assim, a taxa de perda de solos continua a ser preocupante. Entre 2000 e 2006, o aumento médio das superfícies artificiais na União Europeia foi de três por cento, tendo atingido 14 por cento na Irlanda e em Chipre e 15 por cento em Espanha.

Em Portugal, os autores do relatório sublinham que a expansão urbana massiva aconteceu, sobretudo a partir de 1990. O documento salienta a rede de estradas, “entre as mais densas da Europa, com o maior número de quilómetro por habitante e área”. As áreas mais afectadas pela impermeabilização ficam no litoral e nas regiões de Lisboa, Setúbal e Porto. No Algarve, o documento lembra que 30 por cento das habitações são casas de férias.

O relatório recomenda uma intervenção a três níveis: redução da impermeabilização do solo através de um melhor ordenamento, atenuação dos efeitos da impermeabilização – como por exemplo através da construção de coberturas verdes - e compensação da perda de solos de qualidade por acções noutras áreas.

“Dependemos dos solos para alguns serviços ecossistémicos fundamentais, sem os quais a vida na Terra desapareceria. Não podemos continuar a perder solos pavimentando-os ou construindo sobre eles. Tal não significa parar o crescimento económico ou deixar de melhorar as nossas infra-estruturas, mas exige maior sustentabilidade”, disse o comissário europeu para o Ambiente, Janez Potočnik.

Os resultados deste relatório serão incorporados num documento técnico da Comissão no domínio da impermeabilização do solo, que está a ser elaborado com a colaboração de peritos nacionais. O documento facultará às autoridades nacionais, regionais e locais orientações sobre boas práticas de redução da impermeabilização do solo e de atenuação dos seus efeitos, prevendo se que esteja concluído no início de 2012.

“A impermeabilização dos solos provoca a perda irreversível das funções biológicas do solo. Como a água não se pode infiltrar nem evaporar, aumenta a escorrência, originando por vezes inundações catastróficas. A paisagem fragmenta se e os habitats tornam-se demasiado pequenos ou demasiado isolados para sustentar determinadas espécies. Além disso, o potencial de produção alimentar das terras é perdido para sempre”, explica a Comissão. Segundo as estimativas do Centro Comum de Investigação da Comissão, a impermeabilização dos solos acarreta a perda anual de 4 milhões de toneladas de trigo.


in Público, por Helena Geraldes - 23.05.2011


Desflorestação da Amazónia dispara e põe Governo brasileiro em alerta


Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revela que 593 quilómetros quadrados de floresta foram arrasados em Março e Abril. A maior parte da desflorestação, 477 km2, ocorreu no estado do Mato Grosso.


O Governo brasileiro está em alerta e já montou um gabinete de crise perante dados que indicam uma subida exponencial na desflorestação da Amazónia nos últimos dois meses.

Uma análise preliminar do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revela que 593 quilómetros quadrados de floresta foram arrasados em Março e Abril. A maior parte da desflorestação, 477 quilómetros quadrados, ocorreu no estado do Mato Grosso.

Este número é bastante inferior aos piores anos de desflorestação na Amazónia. Em 2004, no Mato Grosso foram cortados 12 mil quilómetros quadrados de floresta – mais de duas vezes a área do Algarve. Os números têm vindo a cair e no último ano, naquele estado, a área afectada foi de 800 quilómetros quadrados. Agora, porém, em apenas dois meses atingiu-se metade do valor de um ano.

Os dados actuais são ainda preliminares, captados por uma rede de monitorização rápida do INPE, com base em imagens de satélite com uma definição menos detalhada. Além disso, referem-se a uma fracção minoritária da Amazónia, dado que na maior parte da superfície florestal as nuvens impediram a obtenção de imagens suficientes.

Ainda assim, os números lançaram o alerta no seio do Governo brasileiro. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, considerou a situação “inaceitável” e lançou uma operação para combater o corte ilegal da floresta. “Colocamos mais 500 homens no Mato Grosso e vamos sufocar o crime ambiental. E, até que o desmatamento seja reduzido, ninguém sai do campo”, disse ontem, na apresentação dos dados do INPE. “Quem estiver apostando no desmatamento para abrir novos pastos, vai ter o boi apreendido e doado para o Programa Fome Zero”, acrescentou, citada num comunicado do Ministério do Meio Ambiente.

“Ainda não sabemos o que está acontecendo. Estamos avaliando a situação. Nos próximos 15 dias estaremos divulgando uma avaliação final, após o contato com as equipes do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente] e dos estados'', disse ainda Izabella Teixeira.

A iminente aprovação do novo Código Florestal, porém, tem sido apontada como uma das razões para uma corrida ao abate de árvores. O novo código fixa novas normas para as chamadas “áreas de preservação permanente” – equivalentes à Rede Ecológica Nacional em Portugal – e para as reservas legais de floresta que todas as propriedades têm de manter. Prevê, ainda, uma amnistia a certos cortes ilegais feitos no passado.

Depois de meses de polémica, o Código Florestal será votado na Câmara dos Deputados na próxima quarta-feira, dia 4.

Os números da desflorestação na Amazónia têm vindo a diminuir nos últimos anos. Depois de um pico de 27 mil quilómetros quadrados em 2003-2004, o mais recente valor ficou-se pelos 6,5 mil quilómetros quadrados em 2009-2010 - o menor desde que há monitorização regular da situação.

in Público, por Ricardo Garcia - 19.05.2011

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Dia do Patrono

Comemoração do Dia do Patrono - D. Pedro IV



29 de Abril de 2011
Exposição "Catástrofes Naturais"


Folheto Turístico

sábado, 14 de maio de 2011

Ilha de Sumatra - Saving Thirty Hills

http://www.youtube.com/watch?v=xU1hM35qGWo&feature=share


The fight to protect the Tigers, the People and the Forests of Bukit Tigapuluh, Sumatra.

WWF, Coca-Cola, and Water

http://www.youtube.com/watch?v=2SxX6G4mQqw&feature=share

Learn how WWF and The Coca-Cola Company are working together to address critical water challenges in new and innovative ways.