terça-feira, 9 de novembro de 2010

Acidentes do Litoral Português

O litoral é uma área dinâmica e pode apresentar formas muito diversificadas.

Ao longo da costa é possível encontrar vários acidentes litorais como:

* Estuários - correspondem às áreas terminais dos rios onde a água doce se mistura com a salgada (Tejo, Sado, ...);

* Lagoas Costeiras (Óbidos, Melides, Santo André, ...);


* Sistemas Lagunares da Ria de Aveiro (Imagem A) e Ria Formosa (Imagem C). A Ria de Aveiro também é denominada laguna ou haff-delta de Aveiro. Esta área corresponde ao troço final do Rio Vouga, que é uma ampla planície aluvial num vasto delta interior;




* Tômbolo de Peniche (imagem B) - uma faixa de terra ligou uma ilha ao continente, devido à acumulação de detritos que foram ocorrendo através da dinâmica das correntesl itorais;

* Península de Tróia - cordão de areia rodeado de água por todos os lados, menos por um;

* Cabos (da Roca, Carvoeiro, Raso, ...);

* Concha de São Martinho do Porto - baía com formato semi-circular.

Tipos de costa

A acção erosiva do mar depende da natureza das rochas e da configuração e disposição do relevo costeiro, bem como das correntes marinhas.
A erosão marinha manifesta-se, geralmente, com grande intensidade no litoral, onde predomina a costa alta, rochosa e escarpada (arribas).
Nas áreas do litoral de costa baixa, o trabalho erosivo do mar é menos intenso e o material detrítico é arredondado.

A agricultura portuguesa

As paisagens agrárias portuguesas





Portugal apresenta uma grande diversidade de paisagens agrárias que reflectem as condições naturais e a ocupação humana, ao longo dos séculos, e estão na base da delimitação de nove regiões agrárias – sete no Continente e as duas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores.
No meio rural é importante destacar o espaço agrário – área ocupada com a produção agrícola (vegetal e animal), pastagens e florestas, habitações dos agricultores e, ainda, infra-estruturas e equipamentos que se relacionam com a actividade agrícola (caminhos, canais de rega, estábulos, etc.).

As paisagens agrárias caracterizam-se pelas culturas, forma e arranjo dos campos, malha dos caminhos e tipo de povoamento.

Os sistemas de cultura dominantes – conjunto de plantas cultivadas, forma como estas se associam e técnicas utilizadas no seu cultivo – apresentam grandes contrastes entre o Norte e o Sul do País, que resultam da influência de factores físicos e humanos. Habitualmente, opõem-se dois sistemas de cultivo – intensivos e extensivos.

Nos sistemas intensivos, o solo é total e continuamente ocupado. Nos tradicionais, é comum a policultura – mistura de culturas e colheitas que se sucedem umas às outras. São sistemas que ocorrem em solos relativamente férteis e abundantes em água, mesmo no Verão, e em regiões onde a mão-de-obra agrícola é numerosa.

Nos sistemas extensivos, não há uma ocupação permanente e contínua do solo. Pratica-se, habitualmente, a rotação de culturas – a superfície agrícola é dividida em folhas que, rotativamente, são, em cada ano, ocupadas com culturas diferentes, alternando os cultivos principais com espécies que permitem melhorar a qualidade do solo ou com pousios – uma folha permanece em descanso, sem qualquer cultivo.

Este sistema tradicional é praticado em áreas de solos mais pobres e secos no Verão, associando-se à monocultura – cultivo de um só produto, frequentemente destinado ao mercado. Actualmente, generalizou-se a mecanização dos trabalhos agrícolas.

Nas paisagens agrárias destaca-se a morfologia – aspecto dos campos no que respeita à forma e dimensão das parcelas e à rede de caminhos.

No Minho, no Litoral Centro e no Algarve predominam as explorações familiares de pequena dimensão constituídas por várias parcelas de forma irregular, encontrando-se quase sempre vedadas – campos fechados – com muros ou renques de árvores e arbustos, que delimitam a propriedade e protegem as culturas da invasão do gado e até do vento.

No Alentejo, predominam as explorações de média e grande dimensão e parcelas vastas de forma regular que, embora actualmente se encontrem vedadas por sebes metálicas, na sua maioria eram, tradicionalmente, campos abertos – sem qualquer vedação.

No Alentejo e em Trás-os-Montes, predomina, de um modo geral, o sistema extensivo, associado aos campos abertos e ao povoamento concentrado.

Um dos aspectos que tem condicionado a modernização e a racionalização da agricultura portuguesa é a estrutura fundiária desordenada, com o predomínio de explorações de pequena dimensão, o que condiciona a introdução de novas tecnologias agrícolas, como a mecanização. O aumento da produção poderia não só tornar o país auto-suficiente, minimizando, por sua vez, a dependência externa e aumentando mesmo a competitividade, mas também melhorar o nível de vida da população rural.

A existência de explorações muito fragmentadas, constituídas por pequenas parcelas geograficamente afastadas (maioritariamente adquiridas por herança), são também um entrave à modernização da agricultura, na medida em que traduzem um aumento dos custos de produção, pois as deslocações implicam sempre perdas de tempo, maior desgaste do material e aumento do consumo de combustível.


Assim, o emparcelamento, ou seja, o redimensionamento das explorações poderá traduzir-se numa mais-valia para o sector, pois, por exemplo, levará:
- a um aumento da produtividade e do rendimento;
- à mecanização racional de um maior número de explorações agrícolas;
- ao aumento do número de culturas por ano (de um modo geral, de uma para duas);
- à introdução de novas culturas e de novas tecnologias;
- ao rejuvenescimento e à modernização dos pomares;
- à diminuição do tempo e do esforço empregues na agricultura;
- ao menor desgaste no uso de máquinas agrícolas;
- a uma diminuição dos custos de produção;
- à melhoria das condições de vida dos agricultores.

Responde às seguintes questões:

1.Refere o número de regiões agrárias existentes em Portugal.


2. Refere as regiões agrárias onde se pratica um sistema de cultura intensivo.


3. Refere as regiões agrárias onde se pratica um sistema de cultura extensivo.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Coordenadas Geográficas

Aproxima-se a passos largos o teste sobre coordenadas geográficas.

Aqui ficam 2 links com jogos muito interessantes, com exercícios sobre estas temáticas.

http://edumed.no.sapo.pt/JogoCooGeo.htm

http://www.percursos.net/caun6coordgeog.htm

Divirtam-se!!

domingo, 3 de outubro de 2010

Clima e Produções Agrícolas

A - As laranjeiras adpatam-se a áreas com Invernos frios e Verões quentes. A geada e as secas podem destruí-las.
B - O trigo é um cereal que se adapta a vários tipos de clima. Mas desenvolve-se melhor em áreas com Verões quentes e aguaceiros fracos.
C - O algodão desenvolve-se melhor num clima quente com pelo menos 150 dias com sol. Necessita de pouca água.
D - Verões quentes com muito sol e pouca chuva é o ideal para as uvas. Geada na Primavera destrói a cultura da vinha.

* Lê, atentamente, as culturas acima descritas e as condições climáticas ideais ao seu crescimento.
1. Refere qual destes países pode ser o melhor para a produção de laranjas:
a) Reino Unido
b) Polónia
c) Espanha
2. Menciona qual destes climas é o ideal para a produção de uvas:
a) Marítimo
b) Montanha/Altitude
c) Mediterrâneo
3. Um destes países é um importante produtor de algodão. Qual é o país?
a) Noruega
b) Grécia
c) Ucrânia
4. Um destes países está entre os maiores produtores mundiais de trigo. Qual é o país?
a) Rússia
b) Grécia
c) Islândia

Alterações do Clima

"Os climas estão em constante mutação.

No passado, o Mundo foi umas vezes mais quente do que é agora e outras vezes mais frio.

Há mais de 65 milhões de anos, quando os dinossauros viviam sobre a Terra, não havia calotes de gelo polar e a vegetação tropical crescia nas actuais zonas temperadas. Mais recentemente, nos últimos milhões de anos, houve alturas em que glaciares e lençóis de gelo se estendiam para além das regiões polares.

No futuro poderá haver uma nova idade do gelo ou um clima tropical.

Os climas mudam naturalmente, mas também são alterados pela acção do Homem. "

Terra e Espaço
Enciclopédia da Ciência 3
Verbo


* Refere algumas consequências resultantes das alterações climáticas.

Estádios dos Rios

"Um rio apresenta três estádios:

* no primeiro, move-se rapidamente, rasga o seu leito, colhe e arrasta consigo os detritos rochosos;

* no segundo, torna-se mais lento e deposita os sedimentos enquanto a erosão continua;

* no terceiro, toda a sua força desaparece e libertam-se os detritos arrastados."
Terra e Espaço
Enciclopédia da Ciência 3
Verbo

Rio Douro


* Faz corresponder a cada um dos estádios de um rio, a fase do processo erosivo que é predominante.


Rios

"A chuva que cai forma poças de água, ou penetra nos solos e ressurge nas nascentes.

Esta água é levada para os vales e barrancos e, casualmente, origina ribeiras e rios que deslizam para o mar.

O correr da água ajuda a moldar as paisagens.

Rio Amazonas


Desgasta as rochas das montanhas, redeposita os detritos nas planícies e terras baixas e, eventualmente, no fundo dos mares.

A maior parte dos grandes rios mundiais localiza-se nas regiões tropicais, onde costuma haver um manancial constante de água devido às fortes chuvas tropicais."

Terra e Espaço
Enciclopédia da Ciência 3
Verbo



* Menciona dois grandes rios situados na região intertropical.

Como nascem as montanhas

"Tal como os seres vivos, também as montanhas nascem, crescem e envelhecem, embora com tempos muito mais longos que os nossos. Os Himalaias, por exemplo, que se formaram há 500 milhões de anos, são muito jovens e ainda não acabaram de crescer, tal como os Alpes e os Andes.




Himalaias - Nepal


No seu contínuo movimento, as grandes placas em que é dividida a superfície terrestre, podem colidir. Em certos casos, uma placa limita-se a deslizar por baixo de outra. Noutros casos, sobretudo se uma ou duas placas transportarem continentes, tudo é muito mais complicado e, ao colidirem, as placas amachucam-se e formam cadeias montanhosas.

Com efeito, muitas vezes os fundos marinhos de uma placa são levantados (e com ele eventuais ilhas) e elevados a altitudes notáveis, transformando-se em cadeias montanhosas. É por esta razão que nos Alpes se podem encontrar conchas fósseis acima dos 2000 metros.


Para compreender o que acontece, basta empurrar um tapete contra a parede e reparar como se formam numerosas dobras. É precisamente o que acontece durante o nascimento das montanhas. As dobrar mais pontiagudas são posteriormente erodidas pela chuva e pelo vento deixando, em seu lugar, a típica paisagem mais ondulada e suave das montanhas menos recentes.


Mais raramente, acontece que duas placas situadas por baixo de um continente começam a afastar-se. O continente quebra-se então em dois, ao longo de uma linha chamada falha. É o que está a acontecer hoje em África, no Vale do Rift. O afundamento dos blocos rochosos mais próximos das bordas torna os outros blocos, mais distantes, semelhantes a montanhas."


A Terra
Enciclopédia da Ciência
Edições Asa



* Refere o nome das duas placas tectónicas envolvidas na formação dos Himalaias.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Fragilidade da costa portuguesa

Vejam este site:

http://tv.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=24778&e_id=&c_id=8&dif=tv

Vale a pena ver: retrata muito bem a fragilidade da costa portuguesa.